domingo, 18 de setembro de 2011

Tentativas...

A imensidão do meu confuso eu acaba por ser capaz de prover pensamentos longíquos e tortuosos, perambulando entre labirintos repletos de informações pertinentes e outras, um pouco menos. Mas são essas outras que confabulam entre si e causam uma dualidade, desencadeando momentos únicos e, na maioria das vezes, não tão claros.

Soerguem, em meus poros, um ar de dúvida. Formulam-se ambiguidades que nada me acrescentam, a não ser situações que requerem um pouco mais de "sobriedade" de minha mente para que eu consiga peneirá-las, calculando um "denominador comum", e sirvam para expressar, ao, menos, uma parte de esclarecimentos.

A partir de então, luzes de sabedoria minam bem distantes. Eis que aparenta-se ter uma solução. O problema é que parecer não denota o real ser. E, ao buscar a veracidade, ao tentar averiguar algumas respostas, podemos nos deparar com uma falha, um equívoco, desmoronando toda e qualquer resolução que se havia obtido.

É dada a hora do recomeço. Parte desgastante do pensar em solucionar. Um tropeço, um obstáculo não vencido, é suficiente para colocar em xeque o ânimo para se tentar. Além, é claro, da possibilidade de um outro deslize, fator que, se visto como sendo maior que a força de vontade, não permitirá que prossigamos nessa saga de descobertas. E aí, meu caro, lute, enfrente, seja grande!

A mente precisa ser condicionada a não se desmotivar com o fracasso. O ser pensante tem, como obrigação, verificar a existência de um dispositivo capaz de desligar as idéias relacionadas à derrota. Pelo menos enquanto o importante é saber/descobrir o porquê mascarado nas entrelinhas do impertinente.

"Manhãs de sol aceleram a fluidez da minha mente;
entretanto, as lágrimas ao luar embaçam meus pensamentos."

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Postulados da vida real

Experimentei, ou melhor, tenho vivenciado alguns bons momentos de utilidade pública. A confiança que me têm sido depositada me faz sentir importante, usando o dom da oratória para promover um pouco de conforto. Recorrente, as pessoas, por um descuido, um lapso mental, descarregam em mim informações preciosíssimas sobre suas peripécias terrenas.

Pode ser dia, noite, domingo, feriado, prontamente estarei ali, servindo de consolo, amparando ou simplesmente ouvindo. O ser humano é debilitado, não consegue canalizar de maneira positiva o bom senso que é necessário em determinadas circunstâncias. Bem ou mal, tenho eu feito isso há alguns anos, desde os primórdios da minha adolescência.

Provoca em mim um êxtase colossal ver em meio a olhares perdidos, desnorteados ou sobrecarregados, uma imensa gratidão. A felicidade de outrem traz também o meu bem estar (acompanhado de uma pitadinha de inveja).

Contudo, essa minúscula dose de pecado capital tem um vínculo com o âmago do meu ser: a frustração de não saber dar linearidade a meus pensamentos, capaz de adequar as palavras ditas aos outros para o meu próprio desempenho. Ter a consciência do que deve ser feito, e não possuir habilidade de executar!

Dessa forma, desencadeia em mim um sentimento incompleto, opaco e, de certa maneira, indecifrável. E o acúmulo de mistérios sem explicações nem conclusões acabam por não trazer tanta valia para mim, a não ser o prazer e a satisfação de ter sido importante para outra pessoa.

Quero facilitar, mas a vida dificulta. Quero fluência, mas as situações se complicam. Preciso desenrolar, porém me vejo cada vez mais emaranhado em novelos repletos de incógnitas, como em um sistema de três variáveis e duas equações. E o que eu sinto, somado ao que eu deveria/precisaria fazer, assumem o valor não dedutível desse sistema.

"Não sei aplicar minhas teorias em mim..."

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Inevitavelmente banal

Por quê?!

Sentimo-nos sós. E, por momentos, apelamos para atitudes inpensadas, comportamentos fora dos nossos padrões, palavras pronunciadas ao vento... Perdemo-nos dentro de tudo que cabe em nós! E o pior, não agimos por mal, talvez seja apenas uma maneira de tentarmos nos completar. Inutilmente, vemos que foi em vão. A frustração de estarmos conosco apenas. Mais uma vez... Vezes arriscamos mudar a forma, as investidas, as máscaras, resguardando o que somos na essência, simplesmente para viver e ver a vida sob outra perspectiva. O que não é saciada é a verdadeira vontade que temos: a de não estarmos sós!

Voltamos a estaca zero, onde tudo começou. Onde foi e, pior, o que houve para que existisse essa necessidade de nos completarmos? Auto suficiência sempre foi o meu nome. Pelo menos durante um bom tempo (bem considerável). O problema é que não flui mais assim, fiquei por aí, nessas amargas alamedas da vida, sem saber o que fazer exatamente... Deparar-se com situações novas sempre nos dá uma sensação confusa, de medo do desconhecido, provendo aos lábios um sabor de dúvida e curiosidade. E essas interrogações propiciam um mundo novo que, simultaneamente, enriquece e complica. Deixamos de ser uma mente e um corpo e passamos a ter aquela chamada de experiência de vida (na verdade, o príncipio dela).

Ao longo da aquisição dessas experiências, conseguimos expandir os horizontes, com análises mais criteriosas, enxergando os pormenores ao nosso redor. Talvez seja esse o fator complicador da nossa vida: saber o quão intrigante ela pode ser... E, numa justaposição de valores, acabamos por compreender mais e menos sobre nós mesmos e, não obstante, sobre o nosso comportamento.

Retomando a questão confusa, a de entendermos o porquê e/ou não querermos estar sozinhos (física ou emocionalmente), é que tentamos passar por cima de nós mesmos ou agir de forma inconsequente, sem ao menos avaliar Os Planos B's. Tudo pode ser facilmente justificado pelo fato de sermos carentes por natureza, mesmo os que se julgam mais fortes. O que não implica que seja fácil compreender nem mensurar essa carência, tampouco o que podemos fazer para não nos sentirmos assim.

São coisas da vida...


"Nos seus olhos pude ver a inocência de uma criança e o olhar intrigante de maturidade. Esse mistério me afugenta e me desperta, vertiginosamente... [Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar...]"

sábado, 3 de setembro de 2011

Deslizes...

Que comportamento estranho... Esse ser que se apodera do meu corpo não me permite falar.

Através de ti exponho o meu eu mais íntimo e sem ti sou alguém incapaz de me expressar tão claramente... Torno-me uma pessoa acanhada e todo meu arsenal de vocábulos se restringe a meras atitudes desconexas.

Permito-me um pouco, todavia fico mascarado por esse disfarce maroto, de um garoto frágil e bobo. Pudera (e quisera) eu agir de maneira mais natural, porém me sinto de mãos e pés atados, aguardando a oportunidade de você me perceber aqui, nesse canto, pairando olhares por sobre as pessoas, procurando-lhe nessa mistura de sons, fumaça e vozes. Vozes que ecoam em minha mente e não me deixam agir, fazendo com que eu fique a mercê de um outro alguém.

A cabeça perdida nessa confusão e eu continuo lá, com um drink qualquer e um cigarro em outra mão, desfrutando daquele momento de uma forma sútil, aproveitando para planejar uma abrodagem mais direta.

Em vão.

Fatalmente chegarei perto de você mais uma vez com o mesmo olhar abobado, sem forças para mostrar-lhe o meu encanto, sem sussurros que acalentem seus ouvidos, sem lábios macios que possam lhe envolver, sentir o gosto dos seus, os quais cobrem um sorriso inocente e maduro, concebendo-me uma ideia de um ser forte e suscetível mas, sem jeito, fico só analisando de "longe", imaginando como seria transgredir os limites da minha imaginação para alguns segundos de realidade!

Ouço passos, e rumores de que você não está mais lá. Eis que me surge uma possibilidade, não muito segura, mas uma possibilidade. Entre um pedaço de papel e uma caneta, dedico-lhe algumas palavras que consegui, pelo menos dessa maneira: "Desculpe a indiscrição, mas só sei falar com olhares e palavras escritas".

Talvez tenha sido um último contato, mas o suficiente para me confortar momentaneamente. Por mais sútil e infantil que possa ter sido, a transgressão de parte da minha mente foi feita e, certo de que você sabe que fui eu, nem me dei ao trabalho de assinar. E assim, alimento uma esperança de ter lhe encorajado a fazer algo mais, seja querer saber mais ou simplesmente nunca mais me ver!

Eu fui além de mim...