segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Dois em Um

Amar alguém é ver nesse alguém seu porto seguro e ser porto seguro desse alguém. É sentir o tremor de pernas quando esse alguém sorri ou quando te beija. É beijar e viajar para um mundo totalmente diferente, surreal.

Amar alguém é se teletransportar e voltar para o mesmo lugar, em um milésimo de segundo, no toque dos braços desse alguém. Amar alguém é saber sobre ser humano e imperfeição, que o perfeito a todo tempo não existe, mas que a magia está em compreender esse alguém, ser compreendido por esse alguém. Às vezes, de maneira incansável, porém extremamente compensatória.

Amar alguém é gritar por dentro (às vezes por pra fora também), ficar nervoso na hora da discussão, mas se desarmar depois, deixar o orgulho de lado, ter ciência de alguma falha e pedir perdão.
Amar alguém é saber que aquele abraço sufocante pode até machucar algum músculo, doer o pescoço, estalar a coluna, mas mais ainda, saber que a falta dele deixa o mundo sem chão.

Amar alguém é ver que, em alguns momentos, pensamos um mundo de coisas ao mesmo tempo e que isso dá um nó inexplicável em nossa cabeça. Nessas horas, recorremos a esse alguém para falar tudo isso, mesmo que sem sentido algum, para desabafarmos, ou mesmo para buscar o conforto do silêncio ao lado desse alguém e sentir como se os vendavais de pensamentos fosse acalmados pela alma tranquila.

Amar alguém é dizer EU TE AMO sim, mas não somente. É viver o EU TE AMO, mostrar o EU TE AMO, fazer o EU TE AMO aparecer no dia a dia, com atitudes.

Amar alguém é não ter medo de viver o sentimento. É ser corajoso, compartilhar um bem tão precioso: a alma. Porque quem ama, cede o coração também, mas vai mais além. Mescla parte do seu interior com o de outrem.

Amar alguém é ser forte, mas não é ter força o tempo todo. É saber abrir espaço para as fraquezas e permitir que o outro estenda a mão em apoio. Porque viver os risos é interessante e importante. Enxugar as lágrimas e dizer "estamos juntos, vamos adiante juntos" é sublime.

Amar alguém é não ser movido pela raiva ou pela angústia para solucionar situações mal resolvidas. É chegar de cabeça tranquila, mente sã e procurar entender também o outro lado da moeda. Porque o que é óbvio à nossa compreensão pode não ser tão óbvio assim para alguém.

Amar alguém é ser impaciente e compreensivo, em suas devidas proporções.

Apesar de parecer simples, amar alguém é sentir sem saber explicar totalmente. É vivenciar todos os dias esses sentimentos (porque amar é sentir tudo por uma pessoa). E é por isso que eu acredito no Amor.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Trezentos e sessenta e cinco

Quero deixar minha mente me permitir.
Quero transmitir esse zilhão de pensamentos.
Mostrar tudo o que sinto em palavras.
Não consigo.

Não dá pra explicar o bem estar que você me proporciona.
Impossível descrever o conforto do seu abraço.
Incrível o poder do seu sorriso.
O seu olhar... Ah, o seu olhar...

No início, bem no início, disseram-me que nem tudo eram flores.
Sim, eu sabia. Todos sabem. O importante é sempre manter o jardim bem cuidado.
Mas quando nos relacionamos, "compramos" o produto com prós e contras.
E é por isso que quando ocorrem as pequenas tristezas, desentendimentos, não fico essencialmente triste. É só o momento, a situação mostrando que somos imperfeitos.
Isso é mágico, justamente por não ser perfeito.
Ou melhor, isso é amor. Pelo menos para mim.
Porque no início, bem no início, só vemos o que é fofo, bonito, legal...
E isso é a paixão, quando se gosta muito.
Amar é ir além, é saber que somos seres humanos, imperfeitos, reconhecermos nossos erros, nossos defeitos e, mesmo assim, sonhar junto, sonhar acordado, sonhar com você.

Posso até parecer muito meloso, e é porque eu sou meloso (risos), mas tem momentos que eu perco a razão, fico louco e irritado. Duram uns dez segundos, depois passa.
Eu me estresso com coisas que parecem ser pequenas, mas no meu mundinho, elas talvez não sejam tão pequenas assim. Eu supero depois, sempre supero.
Entendo que todos nós temos nossas especificidades, por isso é que essas raivinhas passam.

Suas brincadeiras, minhas cócegas, suas pirraças, minhas caras emburradas...
Seu jeito diferente, meu jeito diferente.
Eu lhe entendo, você me entende.
Somos assim, sinto que nos complementamos por conta dessas diferenças.
Somos iguais em sermos diferentes!
E, quando ficarmos em silêncio, eu vou sempre estar olhando para você.
Hoje eu te respondo o motivo: para me acalmar, para me sentir seguro no seu olhar, na sua alma.

Por mais que eu tenha muita coisa para falar aqui, eu optei por continuar vivendo.
E quando eu digo vivendo, relembro quando foi o primeiro mês: O primeiro de muitos.
Muito obrigado por esse ano. O primeiro de muitos!
Eu Te Amo, Meu Amor.

sábado, 9 de novembro de 2013

Um grito interior

Nó na garganta, frio na barriga...
Tudo é tão estranho, a cabeça vai a mil.
Mas me sinto reconfortado perante seu abraço!
A questão é: e se o abraço não vem?
Eu fico louco, sinto-me pouco, ou quase nada...
O silêncio.
Pego-me a limpar lágrimas que escorrem.
Confuso, pensamentos arredios, incontroláveis!
O meu desejo é gritar, e a voz não sai.
Sufocado, desestabilizado, desnorteado...
Onde está você, onde foi que eu errei (se eu errei)?
Você vem novamente, fisicamente. A distância perdura, tortura.
As horas passam mais devagar, inverso da velocidade do pensar.
Não há mais choro, a fonte resseca. Logo volta.
Cinco minutos de silêncio para as palavras se expressarem.
Falem por mim, já não falo mais.
Socorro...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Novo "empreendimento"

Ontem foi um dia extremamente atípico.
Por poucas vezes eu senti que perdi o controle total de uma situação.
Logo eu, tão pleno de textos rebuscados, diálogos pertinentes e respostas para tudo.
Tolo eu. Conversando com um amigo, enxerguei que é normal não sabermos aplicar nossas teorias a nós mesmos, somos humanos e passíveis ao erro.

Estando sensível e suscetível à falha, fui sabotado pela minha vulnerabilidade. E cheguei num ponto crucial, de rever conceitos e ideais. O foco hoje não é exatamente o que aconteceu e sim o que eu quero fazer de agora em diante.

Uma salva de palmas para minha prima que, num momento de "fraqueza" (dela), elogiou-me calorosamente por diversas vezes, apesar de eu me encontrar em profunda frustração, decepcionado comigo mesmo. Elencou uma série de perguntas que nem mesmo minha psicóloga teve cacife para isso e, dessa forma, pude deixar transparecer um eu que insistia em camuflar.

Novas metas, novos rumos e, principalmente, nova forma de caminhar. Com definições de missão e visão estabelecidas, vejo que mudanças são bem vindas. Assustadoras, mas extremamente bem vindas. O porquê disso tudo? Medo. Não das outras pessoas, mas de mim mesmo. Não estava cego, e sim com vendas cobrindo meus olhos. As respostas, todas ali, bem diante do meu nariz. Mais claras que uma manhã de domingo ensolarado de verão.

É chegada a hora. A hora sempre é o agora. Pois o ontem é imutável e o amanhã é desconhecido. É difícil dar o pontapé inicial, todos sabemos disso. Mesmo quando já se tem em mente o que é necessário fazer. De qualquer forma, reclamar e chorar o leite derramado não resolve. Não obstante, alguém muito especial (você sabe quem é você. Rs) falou exatamente o que eu precisava enxergar. Não que eu não soubesse mas, naquele momento, era necessário ver o que eu vi, sentir o que eu senti. Nesse instante, ao invés de me desculpar, digo muito obrigado. Tudo tem um propósito de ser e nada é por acaso (redundante, mas enfático).

SONHO E AÇÃO.

"Quem quer, arruma um meio.
Quem não quer, arruma uma desculpa!"

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O poder da palavra

Hoje resolvi escrever de maneira mais curta, sobre um assunto que pede muito diálogo: o esclarecimento.
Queria ressaltar a importância de se falar o que está entalado, seja para resolver alguma pendência ou simplesmente para desabafar, tirar a carga daquela tensão que corrói. Porque, quando passa para o âmbito do acúmulo, uma gota pode se tornar uma cachoeira.

Digo isso pois estava a conversar com meu amigo de república e uma das temáticas era exatamente essa. Seja com amigo (a), namorado (a), chefe, colega, há uma necessidade de tentar se fazer entendido.

Aprendi com uma pessoa muito sábia, há uns seis anos, que não podemos fazer deduções e sim darmos oportunidades para justificativas/esclarecimentos, mas as pessoas também precisam querer falar por conta própria, assim como tenho hábito de fazer. Risos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A punição de (um) ser humano

Ontem planejei um dia diferente.
Quis inovar, quebrar um pouco da rotina (apesar de gostar de uma rotina).
Queria fazer amor de um jeito especial, como nosso relacionamento é para mim.
Dei uma leve arrumada no quarto, desempoeirei o porta vela para deixar o ambiente à meia luz.
Separei dezesseis músicas selecionadas uma a uma, todas para climatizar o momento.
A de morango, também já estava ao alcance (porque apimentar também faz parte. Risos).
Os chocolates, coloquei-os à vista.
Estava tudo planejado, inclusive como prepararia a situação do abate.
Entraríamos para o banho e, sorrateiramente, eu voltaria ao cafofo para aprontar tudo.
Porém, algo que não estava nos meus planos, aconteceu...

Fui lhe encontrar para fazer surpresa, como há muito eu não fazia.
Você veio com um olhar cansado. Notório.
Beijamo-nos e caminhamos lado a lado.
Dessa vez, eu economizei palavras, para não estragar esse momento.
Ao chegarmos, seu cansaço parecia maior. Era maior que de muitos outros dias.
Então previ uma mudança de planos. Preferi não falar nada e acariciar suas costas, enquanto, dessa vez, seu cansaço não lhe fez deitar em meus braços.
Assim ficamos por alguns minutos.
E continuei em silêncio porque não queria lhe importunar com as minhas perguntas de preocupação, como você já conhece muito bem.
Excesso de zelo.
Mas fiquei a lhe observar, a lhe namorar com os olhos, a lhe admirar, como gosto de fazer...
Não mais que repente, ouvi: "Para de ficar olhando pra mim, Amor. Você sabe que eu não gosto! Parece que faz de teimosia..."
Nesse instante, senti meu coração pela boca, meus olhos plenos de lágrimas.
Saí à francesa, dizendo que iria ao banheiro.
Fui chorar longe do seu olhar.

Você trocou de roupa, notou o bombom e o degustou. Chocolate faz um bem enorme, né? (Risos)
Mas, ao deitar, você ficou para o outro lado da cama e permanecemos em silêncio.
Silêncio apenas verbal porque, em minha mente, longos diálogos já tinham sido feitos.
Olhei para você como quem implorava pelo seu carinho naquele momento.
Você veio, após ser solicitado, e seu abraço de sempre não veio junto, aquele me conforta, que só você tem e sabe como. Envolvente.
Pedimos comida, comemos e algumas palavras mas, o silêncio maior ainda continuava, apesar da TV ligada (aprendi também com você que se não temos o que falar, não há problema em ficarmos calados, não é?).
Você lavou as louças como de costume, escovou os dentes e voltou para o cafofo.
Preparamo-nos para dormir, cada um à sua maneira.
Virei-me para você e você parecia desviar o olhar.
Desestruturei-me completamente e voltei os olhos para a TV.
Levantei-me para escovar os meus.
Ao deitar novamente, procurei seus olhos com os meus, observando atentamente sua face, com um olhar tão triste como o meu.
E, quando me perguntou "O que foi?", parecia ser o código.
Desabei-me em prantos, procurando seus braços que ainda não havia tido naquela noite.
Você, com toda sua preocupação por mim, insistia em perguntar o que houve e eu não tinha forças para falar.
Não preciso de muito, contento-me com pouco, só que naquela noite, o pouco que eu precisava era o toque. Eu estava carente, abalado com meus problemas, desestabilizado.

Depois de uma breve conversa esclarecedora, desliguei a TV, coloquei as músicas (aquelas músicas), você virou para o seu lado, abracei-lhe.
Nossas mãos se entrelaçaram e, aos poucos, eu (você) me acalmava.
Sentia a ponta dos seus dedos deslizarem por sobre os meus, com o som ao fundo, enquanto eu olhava o céu, num pós chuva, escuro e nublado.
Você se virou um pouco, despediu-se com um beijo de boa noite e retomou sua posição.
Não sei se dormiu antes de mim, mas fiquei a lhe observar, enquanto sentia cada letra, cada melodia.
Assim se foram alguns minutos, acredito que quase uma hora, até eu cair no sono...

Hoje, pela manhã, enquanto você tomava seu banho, preparava-nos o café.
Ao sentarmos, perguntou-me se eu estava melhor. E eu estava.
Você me disse, depois de se aprontar para o trabalho, que não precisava que eu acompanhasse, mas era a minha chance de lhe ter perto por mais um tempo (Obrigado pelo abraço longo e caloroso).
No caminho, conversamos um tanto e eu lhe sentia novamente, meu Amor.
Despedimo-nos, voltei o cafofo e cá estou.

Ontem pude sentir que feliz é um estado e não uma condição. Até porque em todo esse tempo de namoro, eu estou feliz ao seu lado mas, há muito tempo, a tristeza não me tomava daquela maneira. E é por isso que o ser humano não é perfeito na essência da perfeição. Estamos em constante aprendizado e conhecimento um do outro, novas descobertas, novas situações. Ao conversar com um conhecido, disse a ele que, no relacionamento, todo dia é dia de novidade, seja boa ou ruim. É assim que temos construído esse namoro. Peço desculpas também por ter descarregado essa energia que tem me tomado nos últimos dias. Estou muito confuso, meio perdido e, como tenho em você meu porto seguro, depositei demais em você nessa noite. Posso parecer dramático, rancoroso, mas sou apenas observador e apaixonado. Espero que continuemos a tentar entender como cada um é (e não, não fico a lhe observar por teimosia. É só admiração mesmo, mas vou me policiar. Risos). De tudo isso, só consigo enxergar o quanto eu lhe amo e pretendo lhe amar.

Que seja eterno enquanto dure,
que dure eternamente.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O que não tem remédio, remediado está

Preparem os túmulos!
O número de suicídios aumentará exponencialmente.
Quanta ignorância...

As facetas da sexualidade versus as concepções religiosas é uma batalha que perdura há alguns anos (poucos, né? Risos). Claro, são temas, assim como outros, que estão intimamente ligados às opiniões. E, retirando-se da sociedade aqueles sem a sua bem formulada, cada um tem uma. Ou pelo menos deveria ter.

Agora, para complementar esse embate, nosso "caríssimo" Presidente do Conselho de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, propôs uma lei, cujo projeto foi aprovado. A chamada 'cura gay', que vem com a ideia de lidar essa condição sexual como uma doença, só coloca nosso país numa situação que é, na falta de uma palavra que defina melhor, lamentável.

Claro, é de se admirar que alguém que esteja tão preocupado com o bem estar das pessoas, propusesse solução para um "problema" no mesmo patamar de ser negro ou branco, homem ou mulher, alto ou baixo, entre outras classificações humanas. Podem perguntar para qualquer um que seja parte dessa condição (não coloco orientação nesse momento para não encarar como uma escolha de rumos, direcionada pelo meio em que se vive ou por pessoas com influencia, pois, a meu ver, por mais que isso seja construído ao longo dos anos, ninguém se torna homossexual. Apenas aprende a se conhecer melhor.) se ela acredita que foi persuadida a ser alvo de chacota, de piadinhas preconceituosas, de sofrimento e dor por escolha própria, seja no âmbito familiar, da escola, de trabalho ou afins.

Faz-me rir essa nova metodologia, curar o incurável, pois o recobramento da sanidade só se dá a partir do momento em que a pessoa está fora do seu estado normal da saúde. Mesmo com a origem latina desse termo, cujo significado seria dor (essa sim pode estar ligada à condição homossexual), essa dor provém não exatamente pelo fato de se ser gay, e sim simplesmente por conta da repressão dessa sociedade que visa diminuir pessoas sem propósito positivo. Ou seja, que tal propormos uma cura para a ignorância? Quem sabe se esses detentores da verdade suprema não retirariam suas vendas para o mundo mais sensato, justo, onde cada um pudesse preocupar com sua vida apenas e deixar a do coleguinha em paz? Quem sabe...

Para quem gosta de citar a Bíblia, usá-la-ei a meu favor. Em Levítico 18:22, "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é...". Digam-me, se a pessoa se interessa por alguém do mesmo sexo, obviamente não a enxerga ou faz uso dela como se fosse do outro. Ou estou equivocado? Se existem aquelas que, por ventura, querem/precisam aparentar de maneira diferente, isso está vinculado à identidade de gênero. E pronto. Já em Mateus 7, extraio os versículos de 1 a 5:
"Não julgueis, para que não sejais julgados.
Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão."
Porque é fácil sentar no próprio rabo para poder falar sobre o dos outros, não é? Volto a dizer, as pessoas estão muito mais preocupadas em tomar conta da vida alheia do que se olharem, refletirem as próprias atitudes e agirem de maneira coerente a que julgam certa para os outros. Todos fazemos isso, não serei hipócrita em dizer que nunca opinei, critiquei, comentei ou pensei sobre as atitudes de outrem, mas há uma grande diferença em falar de maneira construtiva e colocar palavras apenas para atacar e se mostrar superior. O problema é que o bom senso está em desuso, fazem pouco caso com ele. Pobre coitado, fica largado aos quatro ventos, implorando para ser solicitado. Em vão! E, ainda no Livro Sagrado, em Romanos 12:10, temos: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros". Amar, Amor. Falta-nos bastante. Como já vi várias vezes, amamos as coisas e usamos as pessoas. Por que não nos amarmos mais?

Essa psicologia que será usada para curar é a mesma alienação imposta em algumas igrejas? Fazer com que as pessoas entrem em conflito consigo mesmas, por acreditarem numa voz que não é a própria? Se o Brasil já não consegue garantir verba para vários equipamentos, podem preparar para a superlotação de sanatórios e sobrecarga dos cemitérios. Pois é assim que pretendem acabar com a tal doença supracitada. Não é acabar com ela, é acabar com sujeito (ou sujeita, para as meninas. Risos). E digo no sentido literal da palavra.

Ser ignorante não é não saber, é não querer enxergar um palmo além do nariz.
E tenho dito!
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Romanos 12:10
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Romanos 12:10
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Romanos 12:10
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Romanos 12:10

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sem palavras

Vejo muitos compartilharem da filosofia que vida de solteiro é o que há de melhor.
Tudo bem, tem lá suas vantagens. Não ter que dar satisfação, vidaloka, baladas, pegação. Há os que dizem até que o sexo descompromissado é mais caliente, a aventura e a tensão colaboram para o tesão aflorar mais ainda.

Agora, eu digo que a cumplicidade de um relacionamento estável (amistoso, afetivo, familiar, profissional...) é maravilhosamente confortante. Todo e qualquer envolvimento requer uma série de regrinhas de boa convivência. Só que isso vem com naturalidade, principalmente através de diálogos. Aqueles que esclarecem, não deixam situações mal resolvidas virarem uma bola de neve devastadora. Um descuido é mais que necessário para a fortaleza ceder e uma avalanche ruir essa estabilidade.

Ontem foi o Dia dos Desesperados, digo, Dia dos Namorados. As ruas pareciam mais iluminadas; os casais, mais apaixonados; o clima, mais aconchegante; o amor, maior que o tradicional. Sim, é um dia especial, pela data especificada e enraizada na cultura. Acontece que muitos esquecem que uma terça à tarde é ótima para mandar uma mensagem dizendo "Saudades de você". Ou que preparar um Caça ao Tesouro para seu (sua) namorado (a), depois do expediente dele (a), pode ser constrangedor ou pode ser a melhor surpresa, num dia de trabalho super estressante. Deixar um bilhetinho com um trecho de música em cima da mesa, para a pessoa ver, pode ser brega, mas pode ser muito romântico (eu já fiz esse... Ou melhor, esses. Risos).

Ah, tem uma coisa no Namorar que me deixa extasiado: A conversa do olhar... Saber e sentir a pessoa sem ao menos expressar uma palavra sequer. Outro dia, meu Amor não estava lá num bom dia. Ao chegar lá no cafofo, deitou-se em meu peito e confortar-lhe me confortou. Pediu-me desculpas pela cara de b**da, no dia seguinte. Só que não precisava, estávamos ali, juntos, trocando energia (não, não estávamos fazendo tchemps), sabendo das necessidades um do outro. Essa é a tal cumplicidade que tento falar, relatar...

Não precisa exatamente de um dia comemorativo. Pode ser usado para ressaltar a importância da pessoa ao seu lado, não o lado comercial da coisa... Créditos ao meu Pitelzão, que amo mais que ontem e menos que amanhã! Feliz Dia para todos os que namoram e comemoram também nos outros dias do ano.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Coisas de casal

Dia dos namorados chegando...
Vejo muitas piadinhas de "Alugo-me", comemoração de solteiros e afins.
Enfim, em um mundo onde as pessoas estão implorando por relacionamentos que durem mais que uma semana, acho muito incoerente essas postagens nas redes sociais. Só me resta concluir que elas mentem. Mentem para os outros ou, pior, mentem para si mesmo.

Quem não quer dormir de conchinha num frio desse? Quem não gostaria de ter alguém com quem contar nas horas difíceis? Ou ainda, dividir conquistas e alegrias? Alguém para mostrar o "Eu te amo" de outras maneiras não verbalizadas?

Mas meu foco nesse momento é outro.
Namorar é um conjunto de sentimentos e ações a dois. E nem sempre são os mais floridos. Há os dias de espinhos. Hoje foi um deles. Sabe quando as coisas confluem para não dar certo? Pois é... Eu sei que me irrito facilmente, gosto de agradar e não faço coisas passando por cima das minhas vontades. aí uma coisa que não se deve fazer num relacionamento: sobrepor o que se quer para fazer o que o outro deseja.

Hoje eu queria escrever mais para extravasar. Sinto que faltam as palavras certas para que eu consiga expressar realmente o que eu gostaria. Mas uma coisa eu sei: fiquei incomodado porque soou como discussão, pela sensação de culpa também e tive uma ligeira vontade de ser menos "mocinha", ou melhor dizendo, sensível. Sei que passa, como todos os problemas (financeiros, familiares, profissionais...).

Para finalizar o meu pseudo desabafo, recebi de um fã um comentário assim: "As borboletas na barriga, não as sentimos sempre". Respondi assim:
"Cabe a nós cultivar o jardim para que elas sempre existam,
mesmo em tempos ruins."
É só um dia atípico... E eu continuo a te amar. Muito!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

E se fosse com (contra) você?

Sociedade estereotipada...
É nesse mundo em que vivemos. As pessoas rotulam como produtos, sem ao menos conhecer. Julgam como se fossem "supra sumo", perfeitas, desprovidas de defeitos. Para quê? Provavelmente, para se sentirem como se realmente fossem superiores.

Acabo de ver um vídeo de desabafo de um garoto de 12 anos (DOZE ANOS!), alegando sofrer preconceito virtual e real acerca de sua sexualidade. Muitos de nós já passou por alguma situação constrangedora por ter alguns "atributos" que favorecessem essa rotulação. Eu, por exemplo, não tenho a voz mais rouca, sempre tive mais amigas que amigos, sou um cara muito sensível e emotivo, tenho dois desvios na coluna (que me conferem um traseiro mais avantajado)... E, com todas essas características, não sofri bullying (porque na minha época não existia tal terminologia), mas passei por maus bocados enquanto criança.

É claro que não reclamo; hoje vejo que tudo isso foi necessário para que eu  me preparasse para uma sociedade plena de veneno e maldade. Pude perceber que aquela expressão "nem tudo são flores" faz algum sentido real. As pessoas estão (e sempre estarão) muito mais preocupadas em saber com quem você saiu noite passada do que se o filho delas está se alimentando direito, ou se está sendo uma esposa legal para o marido dela, ou ainda se está tudo bem com o seu próprio trabalho. Elas querem mais, querem viver a vida dos outros, alimentar-se de informações que não lhes pertence. Volto a indagar: Para quê? Será uma fuga dos próprios problemas? Será uma maneira vil de se declarar maior e melhor que os outros?

O pior de tudo isso é que essa preocupação exacerbada com a vida alheia não parece ter propósito de ajudar ou de ser útil. A meu ver, isso só tem o objetivo de machucar, de incomodar, de ferir. É uma batalha na qual quem ganha não tem motivos de comemoração. Vi muitas pessoas me "atacarem", quanto à esse item de avaliação social e, tempos depois, partilharem comigo (quanta ironia!) sobre sua orientação sexual.

Para fechar esse ponto, uma dica: você não ganha nada perguntando sobre intimidades de alguém, mas com certeza perde muita coisa, principalmente credibilidade.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A teoria dos braços envolventes

Muitos de nós não estão habituados a cumprimentar com aquele caloroso abraço.
Eu digo isso porque sinto falta dessa atitude.
Por vezes vou em direção à determinada pessoa, esperando que ela abre largamente os braços e sou recebido com uma "ombrada" e uma "batidinha" de mão nas costas! Fico p*** da vida.

Não sei se é medo, se é costume ou qual o motivo real. Só sei que as pessoas deveriam gastar com mais afinco, sem receio nenhum de ser mal interpretado. Pois o abraço não quer dizer que você deseje o corpo de alguém com segundas intenções, apenas demonstra carinho. E é uma maneira ímpar de se fazer isso.

Claro, não precisa sair envolvendo desconhecidos porque isso também depende do grau de intimidade que se tem. Todavia, para aqueles com quem você tem certa proximidade, não lhe custa nada e, mais ainda, digo que faz um bem enorme, para ambos.

Hoje mesmo encontrei com um amigo, recente, que me cumprimentou com "aquele abraço", o que dá pra sentir de verdade a pessoa. Quando disse a ele que hoje era o Dia do Abraço, ainda ganhei outro de igual intensidade. Êxtase.

Agora, o melhor deles, é o do meu Amor. Não sei se é por conta do sentimento, mas quando nos abraçamos, parece que sentimos cada milímetro de nossos corpos. É aquele que não dá vontade nem de desgrudar. As pessoas deveriam ver os sorrisos dos olhares felizes, que são consequencia desse tipo de abraço. O abraço da ALMA.