quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Inevitavelmente banal

Por quê?!

Sentimo-nos sós. E, por momentos, apelamos para atitudes inpensadas, comportamentos fora dos nossos padrões, palavras pronunciadas ao vento... Perdemo-nos dentro de tudo que cabe em nós! E o pior, não agimos por mal, talvez seja apenas uma maneira de tentarmos nos completar. Inutilmente, vemos que foi em vão. A frustração de estarmos conosco apenas. Mais uma vez... Vezes arriscamos mudar a forma, as investidas, as máscaras, resguardando o que somos na essência, simplesmente para viver e ver a vida sob outra perspectiva. O que não é saciada é a verdadeira vontade que temos: a de não estarmos sós!

Voltamos a estaca zero, onde tudo começou. Onde foi e, pior, o que houve para que existisse essa necessidade de nos completarmos? Auto suficiência sempre foi o meu nome. Pelo menos durante um bom tempo (bem considerável). O problema é que não flui mais assim, fiquei por aí, nessas amargas alamedas da vida, sem saber o que fazer exatamente... Deparar-se com situações novas sempre nos dá uma sensação confusa, de medo do desconhecido, provendo aos lábios um sabor de dúvida e curiosidade. E essas interrogações propiciam um mundo novo que, simultaneamente, enriquece e complica. Deixamos de ser uma mente e um corpo e passamos a ter aquela chamada de experiência de vida (na verdade, o príncipio dela).

Ao longo da aquisição dessas experiências, conseguimos expandir os horizontes, com análises mais criteriosas, enxergando os pormenores ao nosso redor. Talvez seja esse o fator complicador da nossa vida: saber o quão intrigante ela pode ser... E, numa justaposição de valores, acabamos por compreender mais e menos sobre nós mesmos e, não obstante, sobre o nosso comportamento.

Retomando a questão confusa, a de entendermos o porquê e/ou não querermos estar sozinhos (física ou emocionalmente), é que tentamos passar por cima de nós mesmos ou agir de forma inconsequente, sem ao menos avaliar Os Planos B's. Tudo pode ser facilmente justificado pelo fato de sermos carentes por natureza, mesmo os que se julgam mais fortes. O que não implica que seja fácil compreender nem mensurar essa carência, tampouco o que podemos fazer para não nos sentirmos assim.

São coisas da vida...


"Nos seus olhos pude ver a inocência de uma criança e o olhar intrigante de maturidade. Esse mistério me afugenta e me desperta, vertiginosamente... [Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar...]"

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